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Agências acreditadas IATA

Sem a conformidade, a IATA restringe o cartão do seu cliente.

Não é a acreditação que está em jogo, é a forma de pagamento que sustenta a maior parte das suas vendas. A DM11 prepara sua agência para demonstrar conformidade com o PCI DSS, do desenho do escopo à evidência que sustenta a declaração.

Fazer o autodiagnósticoFalar com um especialista

A DM11 prepara a sua agência. Quem assina a autoavaliação e a atestação é a própria agência, e onde o caso exigir avaliação formal por um QSA, ela é conduzida por um parceiro credenciado.

Quem conduz a preparação

  • 17 anos em segurança da informação e conformidade
  • Projetos de PCI DSS em varejo, hotelaria e meios de pagamento
  • Especialistas em LGPD e proteção de dados
  • Experiência em auditorias de bancos e Big Four

O que a IATA exige, de fato

A exigência não é da acreditação. É do cartão.

Circula por aí que toda agência acreditada precisa ser PCI DSS. A regra é mais precisa que isso, e entender a diferença muda o tamanho do problema. A Resolução 812 condiciona a autorização para usar o Customer Card Payment Method à conformidade com o padrão. Quem não aceita, transmite nem armazena dado de cartão declara isso à IATA e encerra o assunto.

De onde vem a regra

Resolução 812, seção 2.6.3.1: a autorização para usar o Customer Card Payment Method está condicionada à plena conformidade da agência com o PCI DSS. O BSP Manual for Agents reforça e acrescenta a Resolução 890, e diz que a IATA monitora o cumprimento.

Vale para você?

Vale se a sua agência aceita cartão contra o próprio credenciamento ou emite bilhete com cartão do passageiro pelo BSP. Se a sua operação não toca dado de cartão em nenhum momento, existe a declaração própria para esse caso, e ela substitui a evidência de conformidade.

Onde se declara

No IATA Customer Portal, em Accreditation & Changes, no serviço de atualização de conformidade PCI DSS. Só contatos com perfil de administrador ou signatário autorizado conseguem submeter. Anexa-se a atestação, e o ciclo é anual.

Sem demonstrar conformidade

  • Restrição imediata do uso do cartão do cliente para emissão
  • Registro de um Risk Event no seu histórico junto à IATA
  • Companhias aéreas notificadas sobre a falta de comprovação
  • Risco de mudança de Risk Status, que puxa exigência de garantia financeira
  • Exposição a penalidades das bandeiras em caso de vazamento, cobradas pelo adquirente

Com a conformidade em dia

  • Cartão do cliente liberado como forma de pagamento, sem sobressalto
  • Um ciclo anual previsível, em vez de correria a cada cobrança
  • Escopo reduzido: menos sistemas e menos gente lidando com cartão
  • Evidência organizada, que serve também para responder a cliente corporativo
  • Menos superfície para fraude, que é o custo silencioso do setor

O padrão

O que o PCI DSS pede de uma agência

O PCI DSS é o padrão de segurança do setor de cartões, mantido pelo PCI Security Standards Council. Ele não pergunta o tamanho da sua empresa: pergunta se você aceita, transmite ou armazena dado de cartão. Numa agência, esse dado entra por mais portas do que a maioria imagina.

A versão que vale hoje

PCI DSS v4.0.1. A v3.2.1 foi aposentada em março de 2024 e a v4.0 em dezembro de 2024, então qualquer avaliação atual é contra a 4.0.1. Documento e política escritos na versão antiga não sustentam mais uma declaração.

O relógio já virou

A maior parte dos requisitos novos da versão 4 era boa prática até 31 de março de 2025 e passou a ser obrigatória naquela data. Entre eles, autenticação em duas etapas para todo acesso ao ambiente de cartão, senhas mais longas e treinamento que cubra phishing e engenharia social.

O CVV nunca pode ser guardado

O BSP Manual for Agents é direto: a agência nunca deve armazenar nem anotar o código de verificação do cartão. O padrão diz o mesmo: dado de autenticação não pode ser retido depois da autorização, e criptografar não resolve. É a regra mais violada e a mais fácil de comprovar numa investigação.

Cartão por mensagem é proibido

O padrão veda enviar o número do cartão sem proteção por tecnologias de mensagem de usuário final, o que inclui e-mail, SMS e aplicativos de mensagem. Na prática, é o hábito mais comum e mais caro de uma agência, porque deixa o dado espalhado em caixas de entrada que ninguém controla.

Escopo é a decisão que mais economiza

Tudo o que armazena, processa ou transmite dado de cartão entra no escopo, e junto vem o que está conectado a esses sistemas. Por isso o primeiro trabalho não é comprar controle, é diminuir o território: tirar o dado de onde ele não precisa estar reduz esforço em todos os requisitos de uma vez.

Gravação de ligação conta

Se a sua central grava chamadas e o cliente dita o cartão, esse áudio passa a conter dado de cartão. Quando a gravação pode ser pesquisada, isso conflita com a proibição de reter dado de autenticação. A saída usual é pausar a gravação no momento do pagamento ou suprimir o trecho.

Qual é o seu caso

O caminho da conformidade depende de como o cartão entra na agência

SAQ é a autoavaliação: um questionário que a própria agência responde e assina. Existe mais de um tipo, e o certo depende do canal pelo qual você recebe o cartão, não do seu faturamento. Escolher o tipo errado é o erro mais caro, porque produz uma declaração que não se sustenta.

Como o cartão chega até vocêAutoavaliação aplicávelO que isso exige
Site próprio que redireciona o pagamento para o gateway, sem tocar no dadoSAQ AO menor conjunto de controles. Em contrapartida, você atesta que a sua página de pagamento não é suscetível a ataque de script, uma afirmação que só se sustenta com monitoração real da página.
Site próprio com página de pagamento que toca o dado antes de enviarSAQ A-EPBem mais extenso que o SAQ A: seu ambiente web entra no escopo, com gestão de vulnerabilidades e controle de alterações.
Apenas terminal virtual do adquirente, num computador isolado, sem guardar nada em meio digitalSAQ C-VTExige isolamento real da estação e nenhum outro canal eletrônico de cartão. Não serve se a agência também vende pela internet.
Cartão digitado no campo de forma de pagamento do sistema de reservasSAQ DO dado passa pelos seus sistemas e pelo registro da reserva, então o ambiente entra no escopo. É o cenário mais comum nas agências brasileiras, e o mais subestimado.
Cartão recebido por telefone, e-mail ou aplicativo de mensagemSAQ DAlém do escopo ampliado, há uma correção anterior a fazer: recebimento de cartão por mensagem já contraria o padrão, e precisa de um canal alternativo antes de qualquer declaração.
Cartão anotado, guardado em planilha, sistema de gestão ou gravação de ligaçãoSAQ DArmazenamento é o que mais amplia escopo e risco. Aqui o trabalho começa por localizar e eliminar o dado onde ele não deveria estar.

É comum ler que agência de viagens se enquadra no SAQ C-VT. Na maioria dos casos brasileiros não se enquadra: o C-VT exige terminal virtual do adquirente em máquina isolada e não admite venda pela internet. Quem digita cartão no sistema de reservas está em outro cenário, e declarar o tipo errado cria uma exposição maior do que não declarar.

O que acontece na prática

A IATA não multa. Ela restringe.

Muita gente imagina perda de acreditação ou multa, e por isso adia. O que a Resolução 812 prevê é diferente, e para a operação é pior no curto prazo: o cartão do cliente sai como forma de pagamento e o histórico da agência fica marcado.

  1. 01

    Registro de Risk Event

    A falta de conformidade é um evento de risco formalmente tipificado na Resolução 812, na mesma tabela que trata dos demais eventos de risco da agência.

  2. 02

    Restrição imediata do cartão

    A Resolução determina que a IATA restrinja imediatamente o uso do Customer Card Payment Method. Se o provedor do sistema de emissão não conseguir aplicar a restrição, as companhias aéreas do BSP são informadas para agir.

  3. 03

    Marca no histórico de risco

    Uma única ocorrência registrada já pesa na avaliação do histórico de risco da agência, na mesma categoria de gravidade de um inadimplemento. Mudança de status de risco pode disparar exigência de garantia financeira e remessa mais frequente.

  4. 04

    Volta ao normal por comprovação

    A restrição permanece até a agência demonstrar, a contento da IATA, que atende aos requisitos para voltar a usar o método. Ou seja, o caminho de saída é o mesmo que teria evitado o problema.

Quem faz o quê

O limite de cada um, dito antes de você contratar

Este é um mercado em que se promete certificado que não se pode emitir. Preferimos deixar claro desde já quem assina o quê, porque isso muda o que você deve cobrar de nós e o que precisa resolver com outros.

A sua agência
Assina a autoavaliação e a atestação, e faz a submissão no portal da IATA. O “self” está no nome: a declaração é sua, e é por isso que ela precisa se sustentar em evidência de verdade.
A DM11
Prepara. Desenha e reduz o escopo, implanta os controles, escreve as políticas, treina o time, organiza a evidência e orienta o preenchimento correto do questionário. Não emitimos certificado e não somos QSA.
O seu adquirente
Define o que exigir de você e para onde enviar. Também é quem determina, junto com a bandeira, se o seu caso exige avaliação formal em vez de autoavaliação.
Um ASV
Executa o escaneamento externo de vulnerabilidades, quando o seu ambiente tem algo publicado na internet dentro do escopo. Só empresas aprovadas pelo PCI SSC podem fazer esse escaneamento de validação.
Um QSA parceiro
Conduz a avaliação formal quando o seu volume ou o seu adquirente exigem. Nesse caso trabalhamos junto com um parceiro credenciado, e a avaliação é dele, não nossa.

Autodiagnóstico

Onde sua agência está hoje

Quatorze perguntas sobre como o cartão circula na sua operação. O resultado aparece inteiro na tela, com a nota de cada área e uma leitura honesta do que precisa mudar primeiro. Não pedimos e-mail para mostrar o resultado.

Escopo e fluxoPergunta 1 de 14

Você sabe listar todos os pontos por onde um número de cartão entra na sua agência?

Telefone, e-mail, aplicativo de mensagem, site, balcão, sistema de reservas, terminal do adquirente.

Como conduzimos

Do mapa do cartão até a evidência que sustenta a declaração

Cada fase termina com entregável. Você sabe o que recebe antes de começar.

  1. 01

    Mapear o cartão

    Levantamos todos os pontos por onde o dado entra, passa e para na sua operação, incluindo os informais que ninguém documenta. É o passo que define o tamanho de tudo o que vem depois.

    Você recebe

    • Mapa do fluxo de dado de cartão
    • Inventário dos sistemas e pessoas envolvidos
    • Indicação da autoavaliação aplicável
  2. 02

    Reduzir o escopo

    Antes de implantar controle, tiramos o dado de onde ele não precisa estar. Trocar o canal de recebimento e eliminar armazenamento desnecessário costuma encolher o projeto de forma drástica.

    Você recebe

    • Plano de redução de escopo
    • Novo desenho do recebimento de pagamento
    • Eliminação de armazenamento indevido
  3. 03

    Implantar os controles

    Executamos junto com o seu time o que o padrão exige para o escopo que sobrou: acesso, autenticação, separação de rede, atualização, registro e monitoramento, e a gestão dos fornecedores que tocam cartão.

    Você recebe

    • Controles técnicos implantados
    • Políticas e procedimentos aprovados
    • Gestão de fornecedores documentada
  4. 04

    Treinar quem atende

    O consultor de viagens é quem recebe o cartão. Treinamos a equipe no procedimento novo e em como reconhecer golpe por e-mail e telefone, que a versão atual do padrão exige expressamente.

    Você recebe

    • Treinamento aplicado com registro
    • Roteiro de atendimento para pagamento
    • Material de consulta rápida
  5. 05

    Organizar a evidência

    Montamos o dossiê que sustenta cada resposta da autoavaliação e orientamos o preenchimento correto. Quem assina é a agência, e assina sabendo o que há por trás de cada item.

    Você recebe

    • Dossiê de evidência por requisito
    • Autoavaliação revisada com a agência
    • Orientação para submissão no portal da IATA
  6. 06

    Manter o ciclo

    A declaração é anual e a operação muda no meio do caminho. Acompanhamos as mudanças que afetam escopo e preparamos o ciclo seguinte antes que ele vire urgência.

    Você recebe

    • Calendário do ciclo anual
    • Revisão de escopo a cada mudança relevante
    • Preparação da renovação

Histórias

Quatro situações que já resolvemos

Anonimizamos os clientes pelo mesmo sigilo que vai proteger a sua agência depois. Os nomes mudam, e o padrão dos problemas se repete.

Agência corporativa

O cartão que chegava por mensagem

Situação
O atendimento recebia cartão de cliente corporativo por e-mail e aplicativo de mensagem, porque era o que o cliente preferia. Havia anos de histórico guardado em caixas de entrada, e ninguém sabia dizer quantos números estavam ali.
O que fizemos
Trocamos o canal de recebimento por link de pagamento antes de qualquer outra coisa, o que interrompeu a entrada de dado novo no primeiro mês. Depois localizamos e eliminamos o histórico, e reescrevemos o roteiro de atendimento para que a recusa do canal antigo fosse educada e automática.
Resultado
O escopo encolheu antes de qualquer investimento em tecnologia. Os clientes corporativos aceitaram a mudança melhor do que a diretoria esperava, e dois deles pediram o mesmo procedimento para os outros fornecedores.
Agência com central de atendimento

A gravação que guardava o que não podia

Situação
A central gravava todas as ligações por exigência de qualidade, e os clientes ditavam o cartão no telefone. As gravações eram pesquisáveis e ficavam arquivadas por anos, com o código de verificação junto.
O que fizemos
Implantamos pausa na gravação no momento do pagamento, com o procedimento integrado ao roteiro do operador para não depender de memória. Tratamos o acervo antigo e ajustamos a retenção ao que a operação realmente precisa.
Resultado
A exigência de qualidade continuou atendida, sem o passivo. O ponto que mais gerou discussão interna, a resistência dos supervisores a perder trecho de gravação, se resolveu quando ficou claro que o trecho perdido era exatamente o que não podia existir.
Agência com operação online

Achava que estava no questionário mais simples

Situação
A agência vendia pelo site e acreditava se enquadrar na autoavaliação mais curta, porque o pagamento terminava no gateway. Só que a página de pagamento era da própria agência e tocava o dado antes de enviar, o que muda o enquadramento por inteiro.
O que fizemos
Reenquadramos o caso e ajustamos a arquitetura para que o dado deixasse de passar pelo servidor da agência. Com o fluxo redesenhado, o enquadramento mais simples passou a ser legítimo, em vez de declarado por engano.
Resultado
A agência saiu de uma declaração que não se sustentava para uma que se sustenta, com menos controles a manter. A mudança técnica foi menor do que o esforço de continuar declarando errado.
Consolidadora

O escopo que incluía a empresa inteira

Situação
O sistema que tocava cartão dividia a mesma rede com toda a operação, do comercial ao wi-fi de visitantes. Na prática, qualquer computador da empresa estava no escopo, e o custo de tratar tudo era proibitivo.
O que fizemos
Separamos a rede para isolar o ambiente de pagamento e reduzimos ao mínimo o número de estações que tocam cartão. O resto da empresa saiu do escopo, e com ele saiu a maior parte do trabalho.
Resultado
O projeto passou a caber no orçamento porque encolheu o território antes de comprar controle. A separação também facilitou responder às perguntas de segurança dos clientes corporativos, que antes travavam contratos.

Dúvidas frequentes

O que perguntam antes de decidir

Respostas ancoradas nas resoluções da IATA e no padrão do PCI Security Standards Council. Onde não existe dado oficial, dizemos que não existe.

Não exatamente, e a diferença importa. A Resolução 812 condiciona a autorização para usar o Customer Card Payment Method à conformidade com o PCI DSS. Se a sua agência aceita cartão contra o próprio credenciamento ou emite bilhete com cartão do passageiro, a exigência se aplica. Se a operação não aceita, não transmite nem armazena dado de cartão em nenhum momento, existe uma declaração específica para esse caso, que substitui a evidência de conformidade.

Mais dúvidas? Fale com a DM11

Comece sabendo por onde o cartão entra

Uma conversa de trinta minutos costuma bastar para dizer qual autoavaliação tende a se aplicar à sua agência e o que dá para resolver logo. Sem compromisso.

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